Carta à Rainha - Renascer

by - sábado, abril 22, 2017



Carta Ana IV, Rainha Rhoncelliana Reinante da França – Século XVI
“Augustine I de modo algum assentiria contemplar-me descendo da carruagem de Luvier, a ser recebida ao som do Hino pelos convidados. Em tempo algum a Majestade, assistiria logo eu, a curvar-me e no silêncio e a conceber minha prece. O manto por cia ouro e por dentro negro como meu cavalo, o Pégaso. Augustine I, não avistaria o representante da Igreja colocar sobre minha cabeça a coroa, aquele objeto tão nobre que me tornaria a mulher mais poderosa da França. A rainha Rhoncelliana. A primeira mulher a reinar na Idade Moderna. O rei, jamais aceitaria que eu subisse aqueles degraus para uma coroação. Não, eu não sou inimiga dele. Meramente, a Majestade abominava uma mulher no trono. Ele asseverava que somos frágeis, ineptas. Enganou-se, Augustine I! Vosso filho que seria o Rei, morrera. De forma trágica e fútil. E ousas a pronunciar que eu? Ana Rhoncellis, sejais incapazes? Não! Sob outra perspectiva, não sou rival dele. Unicamente estou aqui para provar aos meus descendentes que uma mulher é capaz de governar uma nação com justiça. Minha mãe, Serena Rhoncellis, era uma rainha consorte. Não tinha poder do Estado. Não tinha voz. Era submissa a ele. Sou a primogênita, estou sendo coroada pela Primogenitura Cognática, onde, se o monarca não ter um herdeiro homem, a sucessão passa para sua primeira filha, porém se ela vier a se casar, seu título por direito próprio, passa a ser de seu esposo. Considero que um dia terei que me casar e isso não demorará, Apolo Derrevielis, és meu noivo. A minha linhagem não fenecerá. Augustine I, era um homem bruto e cruel. Que hoje, está perecendo em um caixão sob a terra. E sua rainha consorte, suicidou-se há quase dez anos atrás. E minha irmã Andie, foi omitida da corte ainda aos cinco anos de idade, por ser fruto do adultério da rainha com o conde Benjamin. Seja dito de passagem, ambos eram Bhéllines. Consequentemente, desta maneira, minha inocente irmã, era da linhagem dos traidores. E foi assassinada, tão nova e ainda tão pequena. No tempo em que, eu ainda tinha dez anos, ingleses invadiram a França para matá-los. A cidade de Orleans foi a primeira ser atacada. Este morticínio foste lembrado como O Massacre 11 de Dezembro. Cresci solitariamente. Sem afetos e bons exemplos. Com ódio. No entanto, senti nas raízes do coração o amor. De modo algum a Majestade, cederia o trono, o manto, o cetro e a orbe à uma mulher. De modo algum Augustine I, se conformaria com sua primogênita, sendo rainha reinante no Reino Rhoncelliano. Noiva de Apolo Derrevielis e destinada a consumar o Renascer na França. Despertando o fim da rivalidade entre Rhoncellis e Bhéllines e por conseguinte fazer deste povo, o meu aliado. E a proteção do meu legado. E quem zelarás por eles após minha morte? Eclilusos, revelerás!”


- Renascer, Amanda Aparecida



Oi, meus amores, como estão? É a Isa aqui, só para avisar que essa carta é parte de um dos livros da Trilogia Reencontro da Amanda, que agora é parceira aqui do blog. ♥
Se você gostou dessa carta, e quer acompanhar mais, continue lendo aqui no blog, e na página dela, conteúdos exclusivos!

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2 comentários

  1. Oi! Muito legal, adorei hahahha vou ficar de olho aqui no blog :)
    Beijos!

    somehowme.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Que bom que gostou. É só o primeiro de muitos textos e trechos dos livros da trilogia.

      Obrigada pela visita!
      Beijos,
      Isa♥

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